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Inauguração Biblioteca

26/04/2010

Inauguração de biblioteca em escola multiplicadora. Crianças descobrem o novo mundo das revistas, livros e gibis. Emocionante !!


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20 pilas

26/04/2010

Uma das aluninhas da oficina de musica era irrequieta, pra não dizer uma peste. Não parava, ficava de pé na hora que era pra sentar, não obedecia ao que pedíamos e gostava de dar petelecos nos colegas. Eis que veio ate mim e me pediu um caderno. Achei uma ótima oportunidade para dar um pouco de atenção, carinho e de alguma forma incentivá-la a estudar. Saímos de mão dada do colégio até o bar-papelaria-supermercado-manicure mais próximo e compramos o “super ultra mega blaster” caderno de 300 folhas de capa dura, lápis, caneta e borracha, o que me custou 20 pilas.

No mesmo dia, utilizei um orelhão enquanto uma senhora na casa em frente me observava e ao mesmo tempo cuidava de uma penca de crianças pequenas. Assim que desliguei, começamos a conversar, ela me pediu remédios e eu um copo de água. Disse me que no ano passo o Amigos do Planeta havia trazido alguns, respondi que iria ver se conseguia, mesmo ja sabendo que desta vez não haveria distribuição de remédios. Comprei-os na famarcia, mais 20 pilas, e levei-os a tarde.

No dia seguinte fiquei sabendo pelas coleguinhas da garotinha, que ela ja tinha outros cadernos com capa dura, novinhos e sem uso. E ao retornar ao orelhão, fui recebido pela mulher da casa com uma lista nova de remédios, prescrito por algum medico. Ela queria mais. No papo, senti que ela estava interessada em saber se no ano que vem voltaria para trazer mais. E o Leandro, que havia me visto sair para comprar o caderno, me avisou:

–       Cuidado Tales, esta é uma cidade que tem uma cultura assistencialista.

Isso tudo me fez refletir. Entendi que talvez tivesse usado o antídoto errado para o problema certo. Para mim, marinheiro de primeira viagem, ainda atordoado pelos sorrisos, abraços, pedidos e choros das crianças, era mais difícil separar as coisas e dar aquilo que é preciso e não aquilo que se é pedido.

Logo ampliei o problema e pensei em como é desafiador o trabalho da equipe do Amigos do Planeta na Escola. Como lidar com cada criança, com cada professor, diretores, políticos… Em tão pouco tempo, como tantas cidades, com tantas pessoas, saber qual caminho trilhar para que a coisa aconteça e suas ações continuem germinando mesmo após a saída do projeto. Como identificar oportunidades, priorizar escolhas e tomar as atitudes certas ?

Só para citar as primeiras 4 cidades as quais visitei:

Jaíba => cidade nova com menos 3 décadas de existência, maior centro de irrigação artificial da América Latina

Iraquara => uma pequena vila situada no coração de um dos lugares mais belos do Brasil, a chapada Diamantina

Bendengó/Canudos => respira a história de Antonio Conselheiro, da guerra, da luta

Poço Redondo => um dos maiores assentamentos do “Movimento Sem Terra” do Brasil

Cada uma destas cidade, possui políticos corruptos, ou não. Cada uma destas cidades, tem uma forte tradição musical, ou não. Cada uma destas cidades, professores que se engajam, ou não. Cada uma destas cidades, pais que batem nos filhos, ou não. Cada uma destas cidades, cada uma destas cidades, cada uma destas cidades… Diferentes em sua essência, mas com problemas em comum. Só indo lá, sentindo cada vento no rosto, tomando o chá na casa da senhorinha, batendo papo no supermercado da esquina, dançando forró com diretores ou fazendo reuniões com professores… Só indo lá para entender qual o caminho para melhorar a realidade de cada uma das crianças que ali vivem.

Ouvi de muitos moradores do sertão aquilo que aqui pensamos sobre o programa “bolsa família” do governo federal: muita gente que recebe pára de trabalhar e vive apenas do benefício. Já sabia disso. O que não sabia, é que tanto o “bolsa família” como qualquer outro programa governamental, por definição, é por si só pouco eficiente. Dá cadernos de capa dura para quem não precisa e remédios para aqueles que querem acabar com a dor ao invés de curar o problema.

O que quero dizer com tudo isso é que hoje acredito que, um trabalho como este do Amigos do Planeta na Escola, tem um grande potencial para mudar o país para melhor. Um trabalho organizado, estruturado e com muita vontade (pra não dizer amor mesmo), mas acima de tudo, uma trabalho in loco, no dia a dia com os moradores, sentindo a realidade das cidades.

Talvez agora, aproveitando esse bom momento político-ecômico do país, seja mesmo o momento de rever o modelo público de ajuda as regiões mais necessitadas deste Brasil. Mas enquanto isso, fico feliz em ver que empresas e instituições como as Casas Bahia e o Instituto Brasil Solidário (IBS) sabem utilizar melhor do que eu cada um dos seus 20 pilas. Ainda bem !

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Lâmpadas de sol

26/04/2010

Algumas fotos das lâmpadas de sol que havia comentado no texto “oficina de meio ambiente”. Idéia ótima pra ser replicada por todo Brasil

(foto: Luis Salvatore)

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Equipe Amigos do Planeta na Escola

23/04/2010

Só alegria !!!

(foto: Luis Salvatore)

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Cabaceiras: A Roliúde Nordestina

22/04/2010

Cabaceiras é uma graça, cheia de casinhas coloridas, bem cuidada, sem lixo algum no chão e com pessoas adoráveis. E é também uma das mais curiosas cidades pelas quais passei.

Conhecida como “Roliúde Nordestina” pela quantidade de filmes nacionais que ali foram filmados, é também a cidade com menor índice pluviométrico do Brasil. Em outras palavras: não chove nem que a vaca tussa. Ou melhor, que o bode tussa. Sim porque alem de tudo, Cabaceiras é a cidade do bode. Tem estátua, artesanato, até festa do bode rei. Só não tem bode de verdade na cidade, tive que sair alguns quilômetros pra encontrar algum… Ah e também não falta água, apesar de não chover nunca:-/

Obs: faz parte da cultura local tocar em uma estátua do bode que fica na praça central da cidade e fazer um pedido. Mas não vale qualquer lugar do bode não, tem que ser num lugar que prefiro não comentar aqui no blog…

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Fui atacado

22/04/2010

Por um grupo de meninas que acharam graça pendurar chuquinhas, xuxuzinhas, piranhas ou sei la o que é isso na minha cabeça !!

E só o Luis Salvatore pra conseguir me deixar bem na foto com esses trecos no cabelo – modéstia parte… hehehehe

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Oficina de Musica: flores do sertão

22/04/2010

Nas duas primeias cidades pelas quais passei, acompanhei a oficina de meio ambiente. Nas 2 seguintes (Canudos e Poço Redondo), ajudei a oficina de musica. Logo eu que não sei a diferença de um “mi” e um “dó”, nunca toquei nada na vida a não ser flauta doce no jardim de infância. E devo confessar que gostei da experiência! Ja to até arriscando – bem timidamente – a pegar numa zabumba (foto do Luís Salvatore) e no triangulo… Coitado de quem ficar pra escutar!  rsrs

Quem cuida da oficna de musica é o Bruno, o popular “galego”, e devo dizer que me encantei com o trabalho que o Amigos do Planeta vem realizando nesta area tanto quanto ns outras. Tive a oportunidade de acompanhar as aulas de música para crianças de diversas idades e ali, ja pude entender que a música pode desempenhar um papel fundamental para o desenvolvimentos dos pequenos: (1) nitidamente acalma os mais endiabrados, que deixam de correr e socar os coleguinhas na sala (2) ajuda na coginição, memória, na fala… (3) trabalha coordenação com os alunos nos instrumentos musicais e (4) é um ótimo instrumento para o aprendizado da língua portuguesa e da cultura do Brasil, através de canções, letras e poesias famosas…

Além do trabalho com as crianças, tem também aulas com os mais jovens. E é ai que o trabalho na oficina de musica ganha ainda mais cor. O pessoal do Amigos do Planeta na Escola, como sempre, sabe indetificar as “flores do sertão” que surgem em cada cidade. Em Canudos, a Arlet, que é professora mas não de música, viu os alunos tocando com vontade depois das oficinas e ensaiou um monte com eles, meses. O pessoal do IBS viu a Arlete ensaiando, viu os alunos tocando e patrocinou a gravação de um cd. Tem até música em homenagem as Casas Bahia !!!! Lindo trabalho, os alunos tão levando a sério e virando profissionais, ja com apresentações agendas na região.

Mais uma: Na última vez que visitaram Poço das Trincheiras, o pessoal do Amigos do Planeta na Escola fez um lual com um talentoso, mas desconhecido, morador da região. E ele ganhou status por ter tocado no ” lual do Amigos”, pegou gosto, começou a ser chamado para apresentações diversas, virou profissional. Quem diria que um lual mudaria a vida de alguém!! Eta oficina de música boa essa sô !!!

Obs: nas ultimas fotos, acompanho o Bruno e o Pinduca (nossa cinegrafista, produtor, editor… o cara que mais trabalha no projeto, rs) gravando um talentosíssimos grupo de alunos de afro-regae, em Poço Redondo!!  Esses vão virar cd também🙂


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